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Anilox - Da Escolha a Manutêncão

Anilox - Da Escolha a Manutêncão
18 de Junho de 2014

O que é o anilox e qual sua função?

O anilox é uma parte do conjunto impressor de uma impressora flexográfica, encarregado de dosar a quantidade de tinta que será depositada na matriz de impressão, o clichê. Volume e lineatura correta são essenciais para que a imagem seja reproduzida conforme foi projetada no design, ajustada e padronizada na pré-impressão, e gravada na clicheria.

A transferência da tinta para o anilox, pode ocorrer de duas formas. No sistema encapsulado, a tinta é trasferida diretamente ao anilox, e a lâmina Doctor Blade faz a raspagem do excesso de tinta, e a mesma é transferida ao clichê, que depois passa a imagem gravada em alto relevo para o substrato. No outro, utiliza-se um cilindro pescador para transferir a tinta para o anilox.

Tipos de gravação de anilox

Gravação Química: com Percloreto de Ferro em cobre galvanizado e cromado em cilindros de ferro. Esse método possui a desvantagem de uso de baixa lineatura.

Gravação Mecânica: processo de recartilhagem feita no cobre que posteriormente também é cromado, possui a mesma desvantagem do sistema químico.

Gravação à Laser: Costuma-se dizer que a gravação à laser foi a principal revolução do sistema de impressão flexográfico. A qualidade da gravação aliada às altas lineaturas possibilitaram um grande salto de qualidade na impressão. A gravação à laser pode ser por gás CO2 (dióxido de carbono) ou YAG (Yttrium Aluminum Garnet), que utiliza cristal cerâmico com pulso bem mais regular, aumentando a definição da gravação.

Variáveis do anilox: Lineatura, BCM e ângulo

Lineatura é a quantidade de células por unidade de comprimento, e são contadas ao longo do ângulo de gravação e podem ser especificadas por duas unidades: lpc (linhas por centímetro) ou lpi (linhas por polegada).

A lineatura do anilox está diretamente relacionada com a lineatura escolhida na gravação da matriz de impressão. Utiliza-se normalmente a proporção de 4 a 5 vezes a lineatura do clichê. Por exemplo, em um clichê em que uma cromia (imagem) foi gravada em 40 lpc, deve-se utilizar um anilox de, no mínimo, 200 lpc. Lineaturas de anilox menores provocam o entupimento do clichê, por meio do mergulho dos pontos mínimos, que ficarão menores que a célula do anilox, ou simplesmente excesso de tinta em geral, prejudicando até mesmo textos e traços, provocando o efeito squash.

À esquerda, volume ideal de tinta e pressão no clichê e anilox. À direita, entupimento e squash.

Pontos menores que o tamanho da célula do anilox mergulham, e transferem uma carga de tinta excessiva, provocando ganho de ponto e entupimento.

O BCM também é responsável direto pelo volume de tinta à ser transferido para a matriz de impressão e deve ser levado em consideração na hora da escolha, sendo considerado até mais importante do que a lineatura, sob o risco de ocasionar perdas de tempo por trocas de anilox desnecessárias. Uma forma eficiente de resolver essa questão, é padronizando o processo do setup, com gravação de matrizes linearizadas, anilox pré-definidos e dupla-faces corretas. Todas essas pré-definições podem ser feitas com o auxílio de um testform e um gerenciamento de cores bem aplicado. O Volume de um anilox é medido em bilhões de micras cúbicas por polegada quadrada – daí a sigla BCM. Uma dúvida muito comum é qual relação de lineatura/volume para cada tipo de trabalho, e para isso costuma-se usar o seguinte critério:

  • Para retículas e textos pequenos, devem ser utilizados volumes de tintas mais baixos.
  • Para chapados e traços grossos, são recomendados volumes maiores, visando uma melhor transferência e cobertura.

Escolhendo o anilox correto

Como mencionado anteriormente, a linearização do sistema através de testforms ou finger prints, e posterior aplicação do gerenciamento de cores, é essencial para padronização da produção, o que gera diretamente vários benefícios, como diminuição dos tempos de setup, aparas, retorno de tintas e repetibilidade dos trabalhos. Uma boa idéia é utilizar um anilox de banda, que possui várias lineaturas e BCMs diferentes – em geral de 6 a 8 – o que reduz muito o tempo dos testes e aumenta sua eficácia, por proporcionar grande facilidade na manutenção dos testes e ajudando a reduzir os custos dos mesmos.

Além disso, existe um princípio básico para a escolha do anilox para determinado trabalho. Deve-se sempre levar em consideração, que quanto menos tinta envolvida no processo de impressão, melhor. Imprimir bem com um volume de tinta correto, portanto, além de gerar economia no consumo, ajuda a evitar o princípio natural da tinta, que, por ser líquida, tende a entupir a retícula da matriz de impressão.

Porque devemos aferir o anilox

Com o decorrer do tempo e uso, as células do anilox sofrerão desgastes ou entupimentos. Por isso recomenda-se fortemente uma avaliação periódica a cada três a seis meses, para que seu volume possa ser avaliado e comparado com o volume inicial. Caso o problema detectado seja entupimento, encaminha-se para uma limpeza mais forte (ver próximo tópico), ou em caso de desgaste, a regravação ou compra de um novo, dependendo da viabilidade de cada caso.

Existem os métodos de aferição mais baratos, que podem ser realizados em períodos mais curtos na própria planta do convertedor, como o Capatch, porém tem uma precisão não mais que razoável. Existem ainda os sistemas de ultra-som bem mais caros, porém com alta precisão , ou por microscópio eletrônico em conjunto com softwares, que estão com o custo/benefício cada vez melhores. Outros sistemas conhecidos são o Wyco, Urmi, Ravol e o Volugraph.

Como limpar um anilox corretamente

Primeiramente, gostaria de citar algumas recomendações básicas.

Durante o processo de produção, deve-se evitar parar o sistema de entintagem, para que não haja ressecamento da tinta nas células do anilox. Mesmo assim, conforme o tempo vai passando, a tinta invariavelmente acabará ressecando dentro dos alvéolos, o que automaticamente reduz o volume dos mesmos, interferindo na transferência correta de tinta para o substrato. Outra recomendação importante é limpar o anilox imediatamente após o término do trabalho. Agilidade da equipe responsável pelo setup é fundamental, e sua atenção deve estar voltada para a limpeza dos anilox após o término da montagem da impressora. Esse cuidado irá melhorar sensivelmente os tempos de setup dos trabalhos futuros. Quantas vezes vimos uma máquina parada para escovação de anilox ou troca do mesmo?

Cada tipo de limpeza tem uma eficácia diferente e deve ter uma programação adequada para execução dos mesmos periodicamente.

A limpeza com solvente deve ser aplicada imediatamente após a retirada da máquina. A limpeza química diária é uma boa recomendação. É uma limpeza um pouco mais profunda e se usada de maneira preventiva, pode aumentar o tempo da necessidade dos outros tipos de limpeza mais caros. Limpeza por ultra-som, jateamento com polietileno e à laser, costumam ser mais caras, porém são muito mais profundas. A limpeza à laser é a mais eficaz.

Para limpeza, existem alguns tipos de escovas específicas para cada tipo de anilox no mercado. Escovas em aço inox são recomendados para anilox cerâmicos gravados à laser. Escovas com cerdas de latão são recomendados apenas para anilox cromados ou cilindros de rotogravura. Já para o clichê recomenda-se escovas com cerdas de nylon macias.

Como armazenar um anilox corretamente

Costuma-se dizer que o anilox é o coração da impressora, tamanho cuidado que demanda e por ser um acessório extremamente delicado. Realmente, a qualidade da impressão depende diretamente dele, por isso uma boa limpeza e correto armazenamento são fundamentais. De nada adianta um clichê digital em alta definição linearizado com a melhor chapa disponível para seu processo e dupla-face com o melhor desempenho possível, se no final das contas a limpeza e armazenamento dos anilox são deixados em segundo plano. É dinheiro (e muito) jogado fora. Basta comparar o baixíssimo custo da atenção que deveria ser dispensada para controle, limpeza e armazenamento, em comparação à compra de um anilox novo ou mesmo uma regravação. Riscos e batidas por manuseio incorreto são comuns, principalmente nas camisas, ainda mais delicadas.

As capas para proteção dos cilindros, com revestimento interno de feltro ou outros materiais macios são essenciais após a limpeza. Quanto o acondicionamento, recomenda-se que fique em prateleiras, estantes com suportes ou mesmo gavetas. Para as camisas costuma-se colocar em barras presas à parede, ideal para economizar espaço e facilitar a rápida manipulação.


Autor: Anderson Rohden
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